Guerra assusta brasileiros: para 76%, transição energética é urgente
- Alice Harrison

- Mar 5
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Pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros considera a energia renovável não apenas como uma solução climática, mas como uma necuma necessidade estratégica no cenário de instabilidade internacional
Após guerra com o Irã, a intervenção na Venezuela e as ameaças de invasão à Groelândia dos Estados Unidos, 76% dos brasileiros afirmam que a transição dos combustíveis fósseis para a energia renovável é mais importante do que nunca.
O estudo mostra que os brasileiros, de todos os lados políticos, veem a transição energética como uma necessidade estratégica urgente.
Os dados foram coletados online pela agência entre 4 e 13 de fevereiro de 2026, por meio de entrevistas online. A pesquisa foi realizada pela Opinium, uma agência de pesquisa de mercado, a pedido da ONG internacional, Secure Energy Project.
O levantamento mostrou que grande parte dos brasileiros relaciona a dependência de petróleo e gás em outros países à instabilidade. Pelo menos 65% afirmam que depender de outros países para combustíveis fósseis, torna o Brasil mais vulnerável a conflitos internacionais.
Além disso, a maioria defende que o investimento em energia renovável aumenta a resiliência nacional. Outro dado revela que 68% dos brasileiros acreditam que a transição para energias renováveis nacionais, como a eólica e a solar, fortaleceria a segurança nacional.
Primeiro a Venezuela, agora o Irã — a turbulência de 2026 mostrou mais uma vez como os combustíveis fósseis nos tornam vulneráveis à agressão estrangeira e aos choques de preços globais
Leila Aly El Deen, CEO da Secure Energy Project
A Coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, ainda complementou "investir em energia renovável não serve apenas para enfrentar a crise climática - é também uma forma de proteger a segurança nacional do país, fortalecer a soberania energética e construir resiliência em um mundo cada vez mais instável".
"Embora a transição energética sempre tenha sido urgente devido ao imperativo climático, ela ganha agora um novo nível de saliência para se tornar,fundamentalmente, uma pauta de segurança energética e desenvolvimento econômico. Isso anuncia a chegada de um possível novo ciclo de industrialização que seja um vetor efetivo de crescimento, trazendo também avanços socioeconômicos e respaldo ambiental, revela João Abbud, especialista em Financiamento Climático no Instituto E+ Transição Energética.
Por fim, para 79% da população brasileira, o país deve priorizar a transição para a energia limpa.
*Sob supervisão de Thiago Félix


